O projeto nasce de um contexto caótico em completa ruína alimentando-se de um ambiente mais interior e recolhido do lote.
A ruína passa a ser entendida como uma herança disciplinadora de toda a intervenção, agregando o conteúdo programático proposto às pré-existências, nomeadamente ao contexto urbano antigo da vila de Sousel.
O novo volume regista uma intervenção reduzida na fachada principal, projetando-se a tardoz através de uma forma mais abstrata e depurada que recolhe luz, promove vistas e funde todo o ambiente da esfera privada.
O protagonismo construtivo da intervenção apoia-se na forma depurada em prol de uma mera reconversão do edifício existente. A neutralidade cromática e cobertura em terraço ajuda a relembrar a herança islâmica, fortemente presente no Alentejo, levando a um nível de intimidade vivencial adequada ao contexto urbano e regional.